As Minas De Salomão

Nonfiction, Religion & Spirituality, New Age, History, Fiction & Literature
Cover of the book As Minas De Salomão by Henry Rider Haggard, Library of Alexandria
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Author: Henry Rider Haggard ISBN: 9781465567710
Publisher: Library of Alexandria Publication: July 29, 2009
Imprint: Library of Alexandria Language: Portuguese
Author: Henry Rider Haggard
ISBN: 9781465567710
Publisher: Library of Alexandria
Publication: July 29, 2009
Imprint: Library of Alexandria
Language: Portuguese
Agora que este livro está impresso, e em vesperas de correr o mundo largo, começa a pesar fortemente sobre mim a desconfiança de que, para elle ser aceitavel, muito lhe falta como Estylo e como Historia. Emquanto á Historia, realmente, não pretendi, nem tentei, metter n’estas paginas tudo o que fizemos e tudo o que vimos na nossa viagem á terra dos Kakuanas. Ha todavia n’esse estranho povo coisas que mereciam exame detalhado e lento:--a sua Fauna, a sua Flora, os seus costumes, o seu dialecto (tão aparentado com a lingua dos Zulús), o magnifico systema da sua organisação militar, a sua arte subtil em trabalhar os metaes... Que interessante estudo se faria, além d’isso, com as lendas que ouvi e colleccionei ácerca das armaduras de malha que nos salvaram na batalha de Lú! Que curiosa, tambem, a tradição que entre elles se tem perpetuado sobre os Silenciosos, os dois colossos que jazem á entrada das cavernas de Salomão! No emtanto pareceu-me (e assim pensaram o barão Curtis e o capitão John) que seria mais efficaz contar a historia a direito, e sêccamente, deixando todas estas particularidades sobre a região e sobre os homens para serem tratadas mais tarde, n’um tomo especial, com minudencia e largueza. Resta-me pois implorar benevolencia para a minha tosca maneira de escrever. Estou mais habituado a manejar a carabina do que a penna--e sempre me foi alheia a fina arte dos arrebiques e floreios litterarios. Talvez os livros necessitem esses floreios e ornatos: não sei, nem possuo auctoridade para o decidir: mas, na minha barbara idéa, as coisas simples são as mais impressionadoras--e mais facilmente se deve acreditar e estimar o livro, que venha escripto com séria e honesta singeleza. Lança aguda não precisa brilho, diz um proverbio dos Kakuanas: e, movido por este conselho da sabedoria negra, arrisco-me a apresentar a minha historia, núa, lisa, nas suas linhas verdadeiras, sem lhe pendurar por cima, para a tornar mais vistosa, os dourados galões da Eloquencia. Allão Quartelmar
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Agora que este livro está impresso, e em vesperas de correr o mundo largo, começa a pesar fortemente sobre mim a desconfiança de que, para elle ser aceitavel, muito lhe falta como Estylo e como Historia. Emquanto á Historia, realmente, não pretendi, nem tentei, metter n’estas paginas tudo o que fizemos e tudo o que vimos na nossa viagem á terra dos Kakuanas. Ha todavia n’esse estranho povo coisas que mereciam exame detalhado e lento:--a sua Fauna, a sua Flora, os seus costumes, o seu dialecto (tão aparentado com a lingua dos Zulús), o magnifico systema da sua organisação militar, a sua arte subtil em trabalhar os metaes... Que interessante estudo se faria, além d’isso, com as lendas que ouvi e colleccionei ácerca das armaduras de malha que nos salvaram na batalha de Lú! Que curiosa, tambem, a tradição que entre elles se tem perpetuado sobre os Silenciosos, os dois colossos que jazem á entrada das cavernas de Salomão! No emtanto pareceu-me (e assim pensaram o barão Curtis e o capitão John) que seria mais efficaz contar a historia a direito, e sêccamente, deixando todas estas particularidades sobre a região e sobre os homens para serem tratadas mais tarde, n’um tomo especial, com minudencia e largueza. Resta-me pois implorar benevolencia para a minha tosca maneira de escrever. Estou mais habituado a manejar a carabina do que a penna--e sempre me foi alheia a fina arte dos arrebiques e floreios litterarios. Talvez os livros necessitem esses floreios e ornatos: não sei, nem possuo auctoridade para o decidir: mas, na minha barbara idéa, as coisas simples são as mais impressionadoras--e mais facilmente se deve acreditar e estimar o livro, que venha escripto com séria e honesta singeleza. Lança aguda não precisa brilho, diz um proverbio dos Kakuanas: e, movido por este conselho da sabedoria negra, arrisco-me a apresentar a minha historia, núa, lisa, nas suas linhas verdadeiras, sem lhe pendurar por cima, para a tornar mais vistosa, os dourados galões da Eloquencia. Allão Quartelmar

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